Editorial

Associado à Conferência “Forças da Mudança em Gestão Hospitalar”, organizadas pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, no passado dia 18 e 19 de Março, decorreu um Simpósio Satélite e um Think Tank sobre o papel do sector privado no Hospital do Futuro. Obrigado a todos aqueles que tornaram possível estas exitosas Jornadas Conjuntas:

Apah Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, e o seu patrocinador Johnson & Johnson, sem os quais o nosso êxito não tería sido possível.

Assim como os nossos patrocinadores:

Capitalit A Capital IT é uma empresa de serviços de consultoria e integração de sistemas na área das Tecnologias de Informação,  que actua na prestação de soluções globais desde 1998.

Ivam_4 O grupo INFORMAN é um dos mais destacados fornecedores de serviços de outsorcing e manutenção de tecnologias de informação e comunicação em Portugal.

Newvision_logo A NEWVISION é uma empresa de base tecnológica que tem como objectivo disponibilizar uma oferta global na área dos Sistemas de Atendimento.

Tempomdecinalogo O Fórum Hospital do Futuro conta igualmente com o apoio do Tempo de Medicina e do portal www.centrodecontacto.com

Agradecimentos especiais ao:Infarmed_1

——————–

Ver original aqui

Forças de mudança em gestão hospitalar

Dsc00084 O Dr. Manuel Delgado, Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, concluiu estas Jornadas com um apelo: “Temos que integrar o conhecimento dos vários trabalhadores da Saúde” para poder retirar as conclusões pertinentes para a melhoria dos sistemas de saúde e das suas organizações.

Esta conclusão tem subjacente uma visão sistémica da Saúde, na qual os Hospitais do Futuro poderão deixar de ter o peso sectorial que hoje têm. Como exemplo, as chamadas “listas de espera” são um sintoma frequente em Serviços Nacionais de Saúde que estão centrados no “combate à doença” e não na “produção de saúde”. Nos dias de hoje,  os nossos representantes políticos deveriam ser unânimes na defesa das estratégias de prevenção e manutenção de saúde como sendo aquelas que podem realmente vencer o combate às listas de espera e não tanto a construção de mais hospitais.

Por outro lado, este apelo mostra-nos que a governança em Saúde é uma responsabilidade de todos (e não exclusivamente do Governo). O nosso País necessita de princípios claros que identifiquem a forma como as competências são partilhadas entre todos: “quem faz o quê em Saúde?” Faz falta uma visão de conjunto que dê resposta a esta pergunta  e que mostre um Sector em pleno desenvolvimento baseado numa governança a diversos níveis em que cada interveniente contribui em função da sua capacidade e conhecimentos para o êxito da acção global.

Paralelamente, o Simpósio satélite, presidido pelo Dr. João Picoto da Unidade de Missão Hospitais S.A., demonstrou que a Saúde em Portugal pode realmente constituir-se como um cluster de actividades com elevado valor acrescentado. O papel dinamizador de alguns hospitais e da própria Unidade de Missão pode catalizar novos desenvolvimentos organizacionais em Saúde, geradores de importantes ganhos económicos para o País e de mais e melhor Saúde para os portugueses.

Hoje, de um ponto de vista tecnológico, nada obsta que um cidadão no seu Centro de Saúde possa consultar um especialista em qualquer Hospital, acompanhado pelo seu médico de familia, em tempo real e por vídeo-conferência. Nada impede que a excelência de serviço de atendimento que hoje se verifica, por exemplo, nos Serviços Sociais da CGD não possa generalizar-se no Serviço Nacional de Saúde. Ninguém dúvida destas afirmações, todavia nem todos conseguem passar à prática.

As novas teconologias da informação quando correctamente implementadas dentro de um hospital podem oferecer melhores cuidados de Saúde aos seus utentes, reduzir a factura a pagar pelo contribuinte e aumentar a satisfação dos seus profissionais.

Assim, o tema do nosso próximo Fórum, nos dias 1 e 2 de Junho aprofunda as questões já levantadas nestas Jornadas conjuntas. Qual será o contributo do “Hospital do Futuro” na sociedade da informação e do conhecimento? Poderá o conceito de “e-Saúde” dar suporte a uma rede de prestadores assente na fórmula:

Cidadão x (Hospital + Centro de Saúde)?

A estratégia de Lisboa, adoptada pelo actual Governo preconiza um plano de acção “eEuropa: Uma sociedade de informação para todos”, que visa colocar todos os cidadãos, todas as famílias, escolas, empresas e administração pública na era digital e em linha, criando uma Europa digitalmente instruida e socialmente coesa. O que falta fazer para que a “e-Saúde” seja um importante motor desta estratégia no nosso País?

———————–

Na foto: Dr Manuel Pedro de Magalhães ao lado do Dr Adalberto Campos Fernandes